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APINÉIA OBSTRUTIVA DO SONO:

Roncar alto, sono inquieto, crises de asfixia, acordar cansado, com boca seca ou dor decabeça, sonolência durante o dia, dificuldade de concentração, indisposição física, psicológica e irritabilidade são sintomas comuns na Apnéia Obstrutiva do Sono. Hipertensão, arritmias cardíacas, parada cardio-respiratórias, infarto, derrame cerebral e morte súbita têm sido correlacionados com níveis severos de apnéia.

A apnéia obstrutiva do sono caracteriza-se pela repetida cessação da respiração durante o sono com persistência do esforço respiratório, causada pelo colapso (fechamento, obstrução) da vias aéreas superiores. A parada respiratória por mais de 10 segundos é considerada apnéia do sono.

Durante a apnéia, ocorrem alterações na taxa de oxigênio do sangue e aumento da pressão arterial. Acima de 30 eventos por hora, considerada uma condição severa, o indivíduo apresenta hipertensão e /ou arritmias em 50 % dos casos. Redução da libido e até impotência sexual total em 20 a 40 % dos casos. Óbito em 11 a 13 % dos casos, entre 5 e 10 anos, quando não tratados.

Podemos citar como causas prováveis da apnéia obstrutiva do sono as seguintes condições: estreitamento estrutural de vias aéreas superiores (hipertrofia de amígdalas palatinas e adenóides), excesso de tecido faríngeo, macroglossia (língua grande), obstrução nasal (desvios de septo, hipertrofia de cornetos, pólipos nasais), retrognatia (arcada inferior pouco desenvolvida), obesidade, ingestão de álcool, hipotireoidismo e administração de alguns medicamentos.

Em crianças, a hipertrofia de amígdalas palatinas e adenóides é a grande causadora de apnéia, com conseqüências como irritabilidade, sonolência diurna, diminuição da liberação do hormônio de crescimento e diminuição do Q.I., enquanto nos adultos a obesidade é a maior causadora desta doença, com conseqüências ainda mais sérias.

A apnéia e o ronco muitas vezes estão juntos, porém o ronco incomoda ao parceiro, enquanto a apnéia causa danos à própria pessoa. O ronco é o sinal primário da apnéia do sono, e pode atingir até 85 dB (ruído de motor de caminhão).

No paciente sintomático, os episódios apnéicos duram em média de 20 a 60 segundos e podem ocorrer muitas vezes por noite.

O tratamento é variável e depende do caso, por isso o diagnóstico preciso é importante. A polissonografia é um exame em que o paciente tem suas funções monitoradas durante o sono. Cuidados como emagrecimento, evitar álcool e excesso de comida à noite, evitar tranqüilizantes, amenizam os sintomas em alguns casos.
Os tratamentos podem ser cirúrgicos ou conservadores. Entre os conservadores, estão indicados os aparelhos intra-bucais, que proporcionam um avanço temporário da mandíbula e língua durante o sono, com o objetivo de abrir ou ampliar o espaço das vias aéreas superiores e diminuir a resistência da passagem do ar prevenindo o colapso (obstrução).
São eficientes na redução do IAH (índice de Apnéia e Hiipoapnéia), aumentam a oxigenação sangüínea e melhoram a qualidade do sono. Esta modalidade de tratamento realizada por Ortodontistas tem apresentado ótimos resultados com as vantagens do custo e da simplicidade de uso.