Disfunção Temporomandibular (DTM):
1 - Você tem dor de cabeça com uma certa freqüência, que localiza-se na região temporal?
2 - Você já se flagrou apertando seus dentes nos momentos de muita tensão?
3 - Tem observado que os espaços entre os seus dentes da frente estão aumentando?
4 - Escuta algum zumbido?
5 - Já acordou com a musculatura do rosto cansada ou teve dificuldade em abrir a boca?
6 - Escuta um estalido na articulação da mandíbula quando abre e fecha a boca?
As dores faciais podem ter muitas origens, mas você pode estar sofrendo de disfunção temporomandibular
(DTM). A DTM acomete milhares de pessoas, causando muita dor e um profundo desconforto, provocando
inclusive, diminuição da capacidade de mastigar e de falar.
A ciência hoje, mostra que a etiologia (causa) da DTM é bastante variada:
1 - Traumatismo na face, envolvendo a ATM (articulação da mandíbula).
2 - Má postura corporal - os hábitos posturais errados de sentar e/ou dormir.
3 - Hábitos parafuncionais como ranger dentes (bruxismo), morder caneta, mascar palito de dente,
chupar dedo e roer unhas.
4 - Desordens do sono: apertamento de dentes noturno e apnéia (falta de ar durante o sono).
5 - Doenças sistêmicas como: artroses, osteo-artrites e fibromialgia que acometem também as ATMs
(articulações da mandíbula).
6 - A tensão emocional, a que estamos submetidos no dia-a-dia, levando-nos a apertar os dentes.
Quanto mais tenso o ser humano, mais ele tende a apertar e ranger.
7 - Desordens Oclusais: Perda de dentes sem a reposição imediata, próteses e restaurações mal
ajustadas, ou a associação de vários destes fatores.
A doença é multifatorial, daí a complexidade de seu tratamento. Podemos observar em nossos pacientes,
alguns sinais e sintomas de bruxismo e trauma oclusal, que são as alterações mais comuns na DTM, tais
como facetas desgastadas nas pontas dos caninos superiores.
A mobilidade dental pode sugerir que, durante a mastigação, esse dente está recebendo mais carga do que
o normal. Se essa carga não for corrigida, esse dente pode não resistir e fraturar-se, o que é
relativamente comum em pacientes que apresentam contatos interferentes em balanceio
(contatos em movimentos laterais da mandíbula do lado que não está sendo usado para trituração de alimento).
A fratura do dente pode ocorrer mesmo quando o paciente está mastigando alimentos “macios”, de fácil trituração.
As chances de fratura aumentam se esse dente tiver uma restauração de amálgama extensa.
A carga excessiva pode ainda causar retração gengival, dor às variações de temperatura e ph (acidez) e retrações
gengivais com presença de abfrações (pequenas fraturas de esmalte na região próxima a gengiva). Essas fraturas
ocorrem porque os dentes estão recebendo uma carga mastigatória de forças oblíquas, cuja resultante é projetada
para fora do longo eixo do dente. Como a camada de dentina é mais plástica (flexível) que o esmalte, este
fratura-se onde sua espessura é mais fina. Essas alterações são comuns em pré-molares com contatos interferentes
no movimento lateral de trabalho (lado em que o alimento está sendo triturado).
O tratamento dessas lesões baseia-se num diagnóstico correto e deve procurar solucionar as conseqüências
e remover as causas.